Vai que é um Dodge

Cada vez mais perto
Corinthians perde e diferença pode cair para três pontos se Inter vencer

O presidente Fernando Carvalho cruzava os braços e se afundava na cadeira a cada ataque do Corinthians. Vestindo camisa polo, bermuda e mocassim sem meias, bebeu três cocas light de puro nervosismo e não conseguiu parar de mexer a perna. Ao final da secação, foi sufocado pelos abraços. O Cruzeiro fez 2 a 1 sobre o líder do Brasileirão. E incendiou o jogo do Inter contra o Paraná, hoje. Se ganhar, a diferença cai de seis para três pontos.

Como não houve jeito de “secar” o rival no hotel, já que a Rede Globo transmitiu Goiás x Fluminense para Cascavel, foi preciso ir às pressas até a casa de Inácio Konrad, cônsul do Inter na cidade, que mora no elegante bairro Jardim Vitória. Depois do jantar refinado - salmão na grelha e vinho tinto - quinze colorados postaram-se à frente da TV para enviar toda sorte possível de pensamentos negativos.

- Agora, se vencermos o Paraná, tudo estará na nossa mão. Já que eles (o Corinthians) tiveram a ajuda do STJD, nós temos dos adversários deles. Vamos lutar até o final: essa é a nossa certeza. Vai ficar bonita esta reta final - afirmou Carvalho.

Além de Carvalho, lá estavam secando o vice Vitorio Piffero e gerente-executivo Newton Drummond. Que devem ter acordado a vizinhança com a gritaria no momento do gol do Cruzeiro, de pênalti. A torcida se inflamou. Informações de dentro do Parque São Jorge que chegaram ao Beira-Rio dão conta de que o relacionamento entre os jogadores paulistas não é dos melhores, devido a uma suposta ciumeira em torno de Carlos Tevez. O ambiente complicado no vestiário, a lesão de Roger e a redução da diferença formariam o cenário perfeito para a derrocada do Corinthians.

No final do jogo, quando o time do técnico Antônio Lopes pressionou e o empate não veio por pouco, a gritaria virou absurda:

- Tira! Chuta! Sai! Putz!

- Pena que os jogadores não puderam ver este jogo. Seria interessante eles assistirem - lamentou Carvalho, que não conseguiu resolver o problema técnico de sinal com a direção do hotel, o que impediu a direção de comprar o pay-per-view.

De qualquer forma, valeu a “secação” em Cascavel.

Fonte: Zero Hora

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