Tripudiando JC

Igreja Universal é banida da Zâmbia por acusação de satanismo

A Igreja Universal do Reino de Deus, fundada no Brasil, foi proibida na Zâmbia depois de alegações de que seus líderes seriam satanistas, afirmou hoje o governo do país.

Há relatos de que dois homens dentro da igreja foram pintados e que a mesma igreja estava praticando o satanismo”, disse em nota Peter Mumba, secretário de assuntos internos.
“As revelações sobre a Igreja Universal levaram o governo a suspender as operações da igreja imediatamente”, disse. Por lei, a Zâmbia é um país cristão.

A Igreja Universal não quis comentar o assunto. Essa foi a segunda vez que a igreja foi banida da Zâmbia - a primeira aconteceu em 1999 após acusações semelhantes de satanismo. Naquela ocasião, ela pôde voltar a atuar devido a uma apelação. No sábado passado, dezenas de pessoas estilhaçaram vidros de um novo prédio da Universal construído em Lusaka, depois de alegações de que duas pessoas que foram rezar no local haviam sido forçadas a se despir e tiveram seus corpos pintados.

A Igreja Universal foi fundada no Brasil em 1977 e hoje opera em 90 países, incluindo os Estados Unidos e nações da Europa e Ásia. Há alguns meses, Madagáscar proibiu uma filial da Igreja Universal, em uma medida que foi criticada por líderes religiosos e defensores dos direitos humanos.

Uma outra igreja, conhecida como Igreja Apostólica Nova Fundação, também foi proibida pelo governo da Zâmbia por acusação de satanismo e de abuso sexual contra meninas. A igreja negou essas acusações e disse que se tratava de uma campanha maldosa de ex-integrantes seus.

Fonte: Terra

Escritor = Cavalheiro

A resistência de Dirceu

Brasília - O escritor Ysis Hublet, 67 anos, foi liberado pelo Departamento de Polícia Legislativa da Câmara, após ser detido por ter desferido duas bengaladas no deputado José Dirceu (PT-SP), ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Dirceu não registrou queixa contra ele e mandou entregar-lhe um impresso intitulado “Treze Manipulações no Processo contra José Dirceu”.

Dirceu tem seis meses de prazo para registrar queixa contra o escritor, que é natural do Paraná e autor de livros infantis como “A Grande Guerra da Dona Baleia”, “Artes e Manhas do Mico-Leão Dourado” e “Planeta Água”.

Ao agredir Dirceu, Hublet gritou: “Fristão! Fristão!”, referindo-se a um feiticeiro fictício, autor de livros de cavalaria dos Séculos XVI e XVII, época em que esse tipo de literatura era bastante difundido na Espanha de Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote.

Quando contido por seguranças e questionado por jornalistas, o agressor deixou dúvidas de que tivesse gritado “Cristão” ou “Fristão”. Ele relatou que não foi à Câmara com a intenção de agredir o deputado, mas, ao dar de cara com ele “deu um súbito ataque de nervosismo”, conforme teria dito à segurança, o que o levou a agredir o parlamentar.

Fonte: Estadão