The King

Falso Berlusconi vai a evento de “King Kong”
da Ansa, em Berlim

Um ator italiano chamado Maurizio Antonini provocou ontem à tarde grande confusão na estréia européia do filme “King Kong”, de Peter Jackson. Chegando cinco minutos antes do início da projeção, o sósia pediu em voz alta para entrar, junto com três supostos guardas do corpo do Palácio do Berlinale, na Potsdamerplatz, onde aconteceu a exibição.

O efeito foi quase perfeito. O sotaque alemão de Antonini era pouco evidente para ouvidos alemães, mas a polícia concluiu que não poderia ser o verdadeiro Silvio Berlusconi porque ninguém havia sido avisado sobre sua chegada.

A entrada de Antonini para roubar a cena em “King Kong” usando as roupas e o porte do presidente do Conselho italiano foi uma idéia dos promotores do filme “Bye Bye Berlusconi”, do ator, cenógrafo e diretor alemão Jan Henryk Stahlberg. A produção será apresentada no próximo Festival de Cinema de Berlim, de 9 a 19 de fevereiro de 2006.

A história é uma comédia ambientada na cidade imaginária de Ratolândia e o protagonista, interpretado por Antonini, se chama na ficção Mickey Laus, vendedor de melancias e proprietário de uma emissora de televisão de nome Melonen TV.

Fonte: Folha de São Paulo

Desembarque sem sentido algum

Polícia isenta homem morto em avião de terrorismo

A polícia não encontrou explosivos ou qualquer outro indício de terrorismo no avião da American Airlines onde um homem foi morto a tiros por agentes federais, ontem, no aeroporto internacional de Miami, após afirmar que carregava uma bomba.

“Não havia explosivos”, disse James Bauer, encarregado dos agentes do Serviço Federal de Polícia Aérea a bordo do avião.

“Não há qualquer razão para crer que exista relação com terrorismo”, destacou, durante entrevista coletiva concedida horas após o incidente.

Rigoberto Alpizar, cidadão americano de 44 anos, teria afirmado que tinha uma bomba pouco antes de sair da aeronave, que tinha recém aterrissado. De acordo com Bauer, um agente federal em seguida se identificou e pediu para que se rendesse, mas ele teria se negado a obedecer. “Como tentava atacá-los, sua ação fez com que eles (os agentes) atirassem e, de fato, ele está morto”.

Outros oficiais assinalaram que Alpizar foi baleado quando corria pelo túnel de desembarque em direção ao terminal. Há informações não confirmadas de que ele sofria de problemas mentais e teria alertado para a falsa bomba apenas para abrir caminho durante a saída do avião. A esposa dele teria confirmado que o problema.

O vôo, de número 924, havia saído de Medellín, na Colômbia, e seguiria para Orlando, depois da escala em Miami. Autoridades aeronáuticas colombianas informaram que o avião da American Airlines decolou “sem qualquer problema” da cidade colombiana de Medellín.

“A aeronave deixou o aeroporto de Rionegro às 9h10 locais (12h10 Brasília) e não houve problemas”, disse Martín González, porta-voz da Aeronáutica Civil Colombiana.

Há informações desencontradas sobre quantos tiros teriam sido disparados, com alguns relatos indicando três e outros até dez tiros.

A segurança aérea nos Estados Unidos foi reforçada depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 e desde então pelo menos dois agentes federais treinados para lidar com ameaças a bordo viajam em vôos domésticos e internacionais. Havia dois agentes no vôo 924.

De acordo com TVs americanas, trata-se da primeira vez nos Estados Unidos que um agente federal dispara uma arma perto de um avião. O suspeito morreu cerca de uma hora e meia depois de ser baleado.

Fonte: Terra