Réplica à Mona Lisa
Movimento filipino apóia censura a “Código da Vinci”
da Efe, em Zamboanga (Filipinas)
A FMLI (Frente Moura de Libertação Islâmica), movimento separatista filipino, apoiou hoje a intenção do governo do país de censurar a exibição do polêmico filme “O Código da Vinci”.
Khaled Moussa, vice-porta-voz da FMLI, disse em comunicado que o filme pode promover a “falta de religiosidade” na maioria católica do país.
O movimento rebelde luta para estabelecer um Estado islâmico no sul do país, onde a maioria da população é muçulmana. A nota publicada em seu site diz que abusar da liberdade de expressão não pode trazer bem algum.
O filme é “blasfemo”, acusa o FMLI, porque atribui a Cristo características que não o mostram como profeta.
Esta semana, o ministro da Presidência filipino, Eduardo Ermida, também chamou o filme de “blasfemo”. Mas ele ressaltou que só o escritório de censura pode proibir a sua exibição no país.
“Depende do Birô de Revisão e Classificação de Cinema e Televisão (MTRCB). Mas, como bom católico, e é minha opinião pessoal, não vejo como uma nação católica pode tolerar que essa trama seja difundida em nome da liberdade de expressão”, disse Ermida. “Acho que vai ofender a sensibilidade dos filipinos e devemos fazer o possível para que não seja exibido”, afirmou.
O filme
“O Código da Vinci”, produzido pela Columbia Pictures, divisão da Sony, e dirigido por Ron Howard, também tem como intérpretes Audrey Tautou e Sir Ian McKellen.
A trama do filme se concentra na tese de que Jesus Cristo se casou com Maria Madalena, com quem teve um filho e cuja descendência continuou até a atualidade, protegida por uma ordem secreta conhecida como Priorado de Sião. Por causa da possibilidade deste casamento, o grupo conservador católico Opus Dei estaria assassinando seus descendentes para proteger tal segredo.
Antes de ser adaptado para o cinema, o livro de Dan Brown foi traduzido para 44 idiomas e vendeu mais de 40 milhões de exemplares no mundo todo. A boa aceitação da obra rendeu a Brown mais de 70 milhões de euros, segundo a revista “Forbes”.
Fonte: Folha de São Paulo
